Movimento Natura

MOVIMENTO natura

PREPARANDO PARA O FUTURO

Entidade oferece alimentação e atividades socioeducativas a crianças e adolescentes em situação de risco

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Que tal inspirar mais gente com esta história?

Tudo começou quando um grupo de amigos de Registro (SP) resolveu organizar-se para promover a distribuição de um sopão a pessoas carentes da cidade. Não demorou muito para os voluntários prestarem atenção nas crianças que encontravam pelas ruas. Logo concluíram que sua ação social seria mais eficaz se fosse dirigida a crianças e adolescentes em situação de risco – e a eles oferecer, além do alimento, atividades educativas e esportivas com vistas a uma vida mais digna, abrindo oportunidades de um futuro melhor. Assim nasceu a AME (Apoio ao Menor Esperança), de cujo grupo fundador participou a Consultora Natura Sofia Shimada de Campos.
 
Hoje os voluntários da AME atendem 120 crianças e adolescentes, entre 7 e 17 anos, oriundas das áreas mais pobres de Registro. O projeto social trabalha no chamado contraturno escolar: quem vai de manhã à escola, por exemplo, vem à AME na hora do almoço e, à tarde, tem aulas de informática, ginástica, artesanato e violão, participa de atividades culturais e pode dispor de professoras que se encarregam do reforço escolar, se necessário. Antes de irem embora, os meninos e meninas recebem um lanche reforçado. Quando crescem e chega a hora de deixar a instituição, comenta Sofia, “são jovens que podem ir para o mercado de trabalho, uns vão dar aula, outros vão tentar uma faculdade”. Ela observa que a faixa etária que a AME atende coincide com um período crítico para tirar as crianças da rua e trabalhar em prol de um futuro melhor para elas. “Quando conseguimos isso é tão bom”, diz Sofia. “Dá uma alegria enorme.”
 
A AME tem uma sede própria, construída aos poucos por meio de doações, e hoje equipada com refeitório, cozinha e salas de aula. Campanhas regulares arrecadam alimentos não perecíveis, que são preparados e servidos nas refeições. “Conseguimos doações da Natura, da Prefeitura e de campanhas promovidas por outras entidades da cidade”, diz Sofia. “O que sai caro é açougue, algo como R$ 12 mil mensais. Eles estão em fase de crescimento e precisam de comida de boa qualidade”, afirma.

A AME, aliás, sentiu na pele o que ocorre quando o conceito da qualidade não é considerado com rigor. Por conta da participação no programa de TV “Cidade Contra Cidade”, a entidade ganhou a reforma de um campo de futebol. Em razão de falhas no projeto de drenagem, a primeira grande chuva inutilizou o campo. O mesmo ocorreu com a quadra de futsal: além de o ambiente ser muito quente no verão, uma forte chuva avariou seriamente o telhado da quadra. “Será preciso uma reforma e estamos estudando como fazer”, diz Sofia. “Vamos pedindo para tudo quanto é lado, mas de uma coisa eu sei: se for para fazer, tem que fazer bem feito”, resume.
 
Do que precisavam
  • Construção de um campo de futebol: erros de projeto comprometeram a obra.
  • Reforma da quadra de futsal: erros de projeto comprometeram a reforma.
  • Doações de alimentos não perecíveis: arroz, feijão, açúcar, óleo, macarrão, massa de tomate, farinha de trigo, leite, ovos, achocolatado e bolacha salgada e doce.
 
O que conseguiram
  • Arrecadação de alimentos.
  • Participação de entidades sociais de Registro nas doações à AME.
  • Com a colaboração da Gerente de Relacionamento Marilda Arakaki, a AME pôde divulgar a iniciativa de arrecadação de alimentos no Encontro Natura.