Movimento Natura

MOVIMENTO natura

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Que tal inspirar mais gente com esta história?

A iniciativa combate o preconceito contra mulheres em situação de vulnerabilidade, oferecendo oficinas de artesanato para geração de renda.
 

Alessandra Martins Lopes, Ananindeua / PA
#voluntariado #geracaoDeRenda #amor #assistênciasocial
RETRIBUIR O BEM
 
Alessandra tem um começo de história relativamente comum aqui no Brasil. Ela cresceu na periferia de Belém, no Pará, filha de uma empregada doméstica e de um pedreiro. “Ele me ensinou que tudo na vida tem que ter um alicerce. Ela, que as coisas devem ser feitas por amor, e não por obrigação”, recorda. Além da família, seu apoio veio de uma organização não governamental, principalmente na fase da adolescência, em que o convívio com drogas e violência na sua comunidade era intenso. Eles ofereceram apoio, educação e inserção social, mas mais importante: ensinaram a Alessandra o que era o protagonismo juvenil. Ao ouvir esse conceito, uma luz se acendeu: “Eu posso ser protagonista da minha própria história e fazer a diferença, independentemente do dinheiro”, pensou. Mal sabia ela, mas já nascia ali uma ativista social.
 
Hoje, com 32 anos, duas filhas, casada e consultora da Natura há pouco mais de um ano, ela preside o Instituto Arcelina Elias, que fundou em 2010. “É uma questão de compromisso com a sociedade da qual eu faço parte”, explica. E foi a generosidade de retribuir o bem que recebeu que deu a Alessandra o prêmio Acolher. É que dentro do Instituto ela mantém diferentes projetos, tanto de alfabetização e capacitação de jovens quanto de empoderamento feminino, como a iniciativa “Mulheres em Ação”, dirigida a mulheres em situação de vulnerabilidade social. “Atuamos nos 3 eixos: o primeiro é a inserção social, o segundo é a educação ambiental e o terceiro é a geração de emprego e renda. Com isso, melhoramos a autoestima delas”, conta.
 
Entre as atuações do “Mulheres em ação” estão cursos de artesanato que vão de pintura a cerâmica, passando por vidros e fabricação de produtos de limpeza, e de educação financeira, para que elas possam vender o que criaram. A sede do Instituto é alugada – e pequena – e Alessandra deseja chegar a um número cada vez maior de pessoas. Por isso, os R$15.000 do prêmio vieram em boa hora. “Isto sem contar o reconhecimento, que eleva a autoestima de todos os envolvidos no projeto. É uma injeção de ânimo que provocou uma reação em série”, diz.
 
Fundamental para quem deixa a cidade de Ananindeua, onde vive com a família, para se dedicar a uma causa tão inspiradora. “O me faz abrir mão deste tempo com as minhas filhas para estar aqui? É poder ver que aquela mulher que chegou aqui sem saber como pegar um pincel hoje tem seu próprio lucro, tem o dinheiro do seu pão. O que mais me emociona é saber que uma pessoa mal conseguia abrir a boca pra falar e de repente está liderando reuniões de comunidade. Isso nos emociona no dia-a-dia”, conclui. 

Clique aqui e saiba mais sobre o projeto.