Movimento Natura

MOVIMENTO natura

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Que tal inspirar mais gente com esta história?

Profissionais e estudantes indígenas formaram um instituto para defender direito dos povos indígenas e o meio-ambiente.
 

Marciana Nascimento, Chapecó / SC
#MeioAmbiente
EM BENEFÍCIO DO MEU POVO 
 
A fisioterapeuta Marciana Nascimento tem 30 anos e vive na cidadezinha gaúcha de Nonoai, onde divide sua vida em três atos: o trabalho na prefeitura do município, a atuação como consultora da Natura e o envolvimento com o Instituto Eco Sustentável, que ela fundou e hoje é formado por estudantes e profissionais indígenas de diferentes áreas. Sua atitude é inspiradora não somente pelo tempo que dedica à causa indígena, mas porque a conhece muito bem e faz questão de não esquecer suas raízes. Marciana é da etnia Kaingang e viveu em uma aldeia chamada Bananeiras até os 20 anos, de onde saiu para fazer faculdade.
 
De dentro, conheceu as agruras vividas por seu povo, como a evasão escolar, a falta de conhecimento legal e a ameaça à mata nativa. E foi isso que a motivou a implantar a “Gestão Territorial para Sustentabilidade em Terras Indígenas de Nonoai”, que ganhou o Prêmio Movimento Natura este ano. “Estamos fazendo projetos de sustentabilidade para gerar melhorias e trazer recursos. Queremos incluir todos e mostrar aos jovens que eles podem ajudar sua aldeia de alguma forma”, conta Marciana. Com o Instituto, ela atua em cinco escolas da terra indígena de Nonoai – que é dividida em três aldeias –, em três postos de saúde, junto a pequenos agricultores, comunidades carentes da região e, claro, os Kaingang.
 
Mas sua missão não é fácil: para dar as palestras e esclarecer sobre questões relacionadas ao meio-ambiente, o Instituto não tem verba e carece de computadores, impressoras e telefones. “O prêmio é um grande incentivo: a capacitação vai nos ajudar a entender como aplicar o que aprendemos e o dinheiro deve cobrir nossos gastos com as palestras e os equipamentos”, explica, com a cabeça ainda mais cheia de sonhos: “Nossa ideia é estender o projeto a outros campos, como a saúde, que é minha área. E atuar mais fortemente na preservação da reserva florestal”, diz. De quebra, Marciana deseja ver jovens indígenas estudando em universidades, se orgulhando de suas origens e transformando o seu povo não só em uma inspiração para o Brasil devido à sua rica cultura, mas também em um exemplo de conservação ambiental para o mundo. Alguém duvida?
 
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